Aplicações pedem maior atenção neste 2º semestre
Por admin • jul 13th, 2009 • Categoria: InvestimentosApesar da recuperação econômica nos primeiros seis meses, queda da taxa de juros deve movimentar setor, acreditam especialistas
O investidor que procura por novas alternativas para aplicar seu dinheiro deve ter maior atenção antes de alocar seu capital ao longo do segundo semestre. Embora os primeiros seis meses do ano tenham sido menos turbulentos para os investimentos, ocorreram mudanças importantes no setor, principalmente envolvendo a taxa básica de juros, que caiu para 9,25% ao ano.
A poupança continua como um bom investimento para quem procura liquidez em curto prazo e tem um perfil mais conservador. Com um rendimento de TR+0,5% ao mês, a caderneta desbancou os fundos de investimento, garantindo maior lucro com a baixa da Selic. “Não é um bom momento para arriscar, porque nada mostrou uma melhora sustentável da economia”, afirma o consultor da SLW Asset Gustavo Gazaneo. “Minha indicação é um portfolio conservador: 10% em renda variável, 30% em ações de empresas como Vale, Ambev, Petrobras e bancos e 60% em títulos públicos, que são seguros e pagam taxas atrativas”.
Para voltarem a ser atrativos, os fundos de investimento precisam de taxas de administração menores – e essa possibilidade deve ganhar força no segundo semestre. “As instituições financeiras estão reformulando os produtos e existe uma pressão para que as taxas de administração diminuam. Então é melhor esperar para fazer este tipo de investimento”, explica o pesquisador André Saito, da FIA (Fundação Instituto de Administração). As elevadas taxas de administração, aliadas a necessidade de um valor mínimo de investimento e a queda da Selic, fizeram os fundos menos lucrativos do que a poupança, levando o governo a pedir a taxação de poupanças com mais de R$ 50 mil.
A volta do crédito estrangeiro para o Brasil fez a Bovespa experimentar a volta do boom, mas esta situação não deve permanecer até dezembro. “Os ganhos no primeiro semestre foram decorrentes da antecipação de fatos favoráveis, mas existe um potencial menor de crescimento para o segundo semestre”, conclui Saito. Além disso, a recuperação dos mercados internacionais deve levar parte do dinheiro que voltou para a Bolsa embora, diminuindo os ganhos.
A recuperação mais lenta do que se esperava da economia tem prejudicado investimentos mais arriscados. Os títulos da dívida pública permanecem uma boa alternativa, por terem taxas atrativas e por sofrerem menos com alterações a curto e médio prazo das finanças. No entanto, para investir hoje, com as dificuldades do mercado, é necessário um maior conhecimento: “A tendência é que a pessoa procure entender os mecanismos e a dinâmica dos produtos e dos serviços financeiros”, afirma Saito. As mudanças também são outro fator que pedem uma maior atenção: “O mercado é bastante dinâmico e pode mudar em poucos meses”, conclui Gazaneo.

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