Bancos reduzem juros e ampliam limite máximo ao consumidor
Por admin • jun 8th, 2009 • Categoria: ConsumidorApós as restrições impostas a partir de setembro em função da crise financeira global, instituições financeiras voltam a ampliar oferta de crédito à pessoa física
Grandes bancos de varejo do país começam a ampliar a oferta de crédito à pessoa física, após um período de maior restrição para a concessão de empréstimos. O maior rigor nas operações foi motivado pela crise financeira mundial, iniciada em setembro do ano passado. Porém, atualmente, em mares mais calmos, os bancos retomaram uma acirrada concorrência pelos clientes, reduzindo, mesmo que timidamente, as taxas de juros.
Desde a semana passada, clientes do Banco do Brasil encontram juros mais baixos para financiamentos de geladeiras, fogões, materiais de construção e automóveis. Adicionalmente, a instituição financeira ampliou o limite de crédito de 10 milhões de clientes. Por sua vez, o Bradesco cortou a taxa de juros para compra da casa própria e ampliou o prazo máximo de financiamento, de 25 para 30 anos.
Levantamento da Fundação Procon de São Paulo realizado junto aos principais bancos de varejo do país mostra que, em maio, o consumidor encontrou taxas mais baixas para serviços considerados essenciais, como o cheque especial. Das dez instituições financeiras pesquisadas, oito reduziram suas taxas do empréstimo pessoal e sete cortaram os juros do cheque especial, em relação ao resultado apurado em abril.
Taxas
Na semana passada, os clientes do Banco do Brasil já encontravam, em seus extratos, a descrição dos novos limites para operações de crédito. A instituição financeira beneficiou clientes com bom relacionamento com o banco, correntistas com financiamentos em andamento e, ainda, aqueles que utilizam valores próximo do limite. De acordo com o vice-presidente de crédito, controladoria e risco da instituição, Ricardo Flores, na média, cada correntista recebeu um aumento de R$ 1,3 mil no limite de crédito disponibilizado pelo banco.
O empréstimo consignado – modalidade que desconta as parcelas diretamente na folha de pagamento do contratante – também sofreu cortes em sua taxa de juros. Desde a última semana de maio, os juros passaram de 1,60% para 1,58% ao mês para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Já para financiar fogões e geladeiras, denominada linha branca, a taxa mensal passou de 3,23% para 2,89%.
O Banco do Brasil informa que a ampliação dos limites de crédito foi possibilitada pela adoção de um novo modelo de avaliação de risco. Com uma inadimplência menor, na comparação com a concorrência, foi possível baratear os custos dos empréstimos. A queda dos juros foi uma ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A recomendação é que as taxas em bancos públicos fiquem bem abaixo das praticadas pelas instituições privadas. O modelo também é seguido pela Caixa Econômica Federal, que também reduziu os custos dos financiamentos, especialmente os habitacionais.
Outras instituições
Em busca de novos clientes, como também como forma de manter os atuais, o Bradesco, além de ter ampliado o prazo máximo de financiamento imobiliário de 25 para 30 anos, também reduziu os custos do empréstimo. Os juros anuais passaram de 10% mais TR (Taxa Referencial) para 8,9% mais TR. As regras são válidas para imóveis residenciais de até R$ 120 mil. Pelo financiamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”, iniciativa do governo administrada pela Caixa Econômica, a taxa máxima é de 8,16% ao ano mais TR.
Embora os juros estejam em trajetória de queda, a Fundação Procon de São Paulo recomenda cautela da tomada de crédito. O consumidor deve contratar o empréstimo em último caso, já que as taxas devem cair mais. Também é preciso conhecer os custos totais do financiamento, com a exigência de informação do CET. Ao lado, confira mais informações sobre as novas condições das instituições.

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