Novo ano, material novo, eis várias dicas para gastar menos

Por admin • nov 17th, 2013 • Categoria: Educação

Procon-SP dá dicas sobre como se comportar para evitar gastos desnecessários no começo do ano letivo.

O ano começa e, com ele, nova temporada de gastos com educação, representada por uma lista imensa de material escolar. Pais se veem em uma situação delicada, já que o começo do ano traz junto uma série de despesas extras, como IPTU, IPVA, seguro e tantas mais. Para ajudar no ajuste de gastos do começo do ano, o Procon-SP preparou uma série de dicas que podem, se não resolver, minimizar o impacto das obrigações com a educação das crianças. A primeira dica é quanto à pesquisa de preços. Esta é uma prática importante, ressalta a entidade, pois os valores podem sofrer variação considerável de um endereço a outro. Consulte diversos pontos de venda como papelarias, depósitos, lojas virtuais, lojas de departamento, entre outros. Além disso, o Procon alerta para a necessidade de confirmar, junto à escola, se toda a lista é mesmo necessária. Caso afirmativo, verifique quais produtos da lista você já tem em casa, e que podem ser reaproveitados, inclusive os já utilizados por outra criança. A troca de livros didáticos é uma ação bem interessante. Promova e participe deste mutirão c om outros pais que tenham filhos em idade escolar diferente. Outra opção é se reunir a outros pais e propor uma compra coletiva, o que pode ajudar em negociação de preços, pois alguns estabelecimentos concedem bons descontos para compras em grande quantidade. Tenha em mente que nem sempre o material mais sofisticado é o de melhor qualidade ou mesmo o mais adequado. Normalmente, os materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados apresentam os preços mais elevados. Outro detalhe importante é evitar a compra em vendedores ambulantes, pois se o preço é menor, a contrapartida é que não há emissão de nota fiscal e os produtos não possuem certificação do órgão responsável. É muito importante saber que a escola não pode solicitar a compra de materiais de uso coletivo, como material de higiene e limpeza, ou então taxas para suprir despesas com água, luz e telefone. Outro detalhe é a proibição de que determinem a loja ou livraria onde o material deve ser comprado. Lembre-se, ao realizar suas compras, que todo produto deve apresentar informações adequadas, claras, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, prazo de validade e preço, bem como os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Se optar por importados, bom ter em mente que eles devem seguir as mesmas recomendações das nacionais e as informações devem estar em português claro.O Procon lembra que toda informação ou publicidade, veiculada por qualquer meio de comunicação, obriga o fornecedor a cumpri-la integralmente. Portanto, todo material publicitário deve ser guardado, pois ele integra o contrato.

No ponto de venda, alerta o Procon, os preços devem estar afixados nos produtos ou nas gôndolas de forma que o consumidor possa visualizá-los facilmente. E, é claro, o prazo para reclamar de produtos não duráveis que apresentem qualquer problema é de trinta dias. Para produtos duráveis, o prazo é de noventa dias. Outro detalhe importante nessas dicas é a questão das compras realizadas por internet, telefone ou catálogo. Nesses casos o consumidor tem o prazo de sete dias para se arrepender. O prazo começa a partir do dia do recebimento do produto ou da data de assinatura do contrato. O cancelamento da compra deve ser feito sempre por escrito e os valores eventualmente pagos devem ser devolvidos com correção monetária. O uniforme escolar é mais um item importante. Primeiro verifique se existe a obrigatoriedade do uniforme na escola. Se a escola possuir uma marca devidamente registrada poderá estabelecer que a compra seja feita lá mesmo ou em estabelecimentos pré-determinados. Mas só se a marca for registrada. A Lei 8.907/94 define que a escolar deve adotar critérios para a escolha do uniforme levando em conta a situação econômica do estudante e de sua família, bem como as condições de clima da cidade em que a escola funciona.

TRANSPORTE ESCOLAR
ESCOLHA REQUER CUIDADOS, FIQUE ATENTO

O Procon-SP alerta para o item transporte escolar. A escolha deve ser criteriosa e alguns cuidados devem ser tomados. Primeiro é preciso confirmar se o veículo e o motorista que prestam o serviço são credenciados para a prestação deste serviço. Além disso, a escola deve credenciar esses profissionais e seus veículos e, caso a instituição opte por transporte próprio ou convênio, este serviço deverá ser optativo.
Antes de contratar busque recomendações sobre o motorista com outros pais que já tenham utilizado o serviço. Cheque no Sindicato dos Transportadores ou com o próprio Detran essas credenciais. Observe, na porta da escola, como o motorista recepciona as crianças e as condições de higiene, conforto e segurança do veículo. Veja se os cintos de segurança estão sendo utilizados e o limite de abertura das janelas. Outro ponto importante é a presença de outro adulto para acompanhar as crianças, além do motorista. Cheque como é feita a cobrança do serviço (se é valor anual, cobrança mensal e se o serviço é cobrado durante as férias, etc). Pergunte se o serviço pode ser prestado fora dos meses normais, em caso de recuperação do aluno e veja se oferecem desconto para irmãos ou vizinhos que saiam do mesmo endereço. Caso não exista desconto, procure negociar.

Fechando o negócio, tenha com você os números de celular do condutor e do acompanhante, se houver, para eventual necessidade de contato ao longo do percurso. Ao assinar o contrato, observe se consta, por escrito, tudo o que foi combinado entre as partes, principalmente a identificação e o telefone, bem como as condições gerais do contrato, com períodos de vigência, horários, endereços, valores, forma de pagamento, índice de reajusta, multa por atraso de pagamento e condições para rescisão antecipada.

É importante que, em caso de falta do aluno, exista a possibilidade de desconto proporcional no preço. Isto tem que ser combinado, pois não existe obrigatoriedade. Entretanto, se houver alguma problema com o veículo ou o condutor, o serviço deverá ser prestado através de outra condução e motorista, com as mesmas normas de segurança.

Tagged como: ,

Comente