Emprestar o nome para empréstimo é risco, evite problemas

Por admin • out 2nd, 2013 • Categoria: Destaques, Seu Bolso

Segundo a SPC Brasil, 70% dos consumidores não se cercam de garantia quando emprestam nome para terceiros

Pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com consumidores inadimplentes ou não, demonstrou que sete em cada dez entrevistados não tomam nenhuma precaução quando emprestam o próprio nome para que terceiros realizem compras. Se a famosa frase “seu nome é seu maior patrimônio” fosse levada em consideração, as pessoas tomariam o devido cuidado ao assumir esses empréstimos por outras pessoas, entende a associação.

Segundo o levantamento realizado, a incidência de empréstimo de nome é ainda maior entre os que estão inadimplentes. Pelo menos 20% deles admitem “ter o costume de emprestar o próprio nome a terceiros” e, dentre estes, 96% deles reconhecem que não têm a prática de se resguardar contra eventuais riscos de calote, uso indevido do nome ou a possibilidade de ter seu nome “sujo”. Somente 2% deles afirmam que elaboram contrato com o solicitante, 2% se valem de cheque pré-datado e menos de 1% optam por nota promissória, para garantia de que cumpram o compromisso assumido. Os adimplentes, isto é, aqueles que não estão com o nome sujo, são mais cautelosos, conforme percebido na pesquisa. Neste grupo, o percentual de quem empresta o nome cai para 9% e, do grupo dos que não se resguardam com nenhuma garantia, o percentual também apresenta uma queda, ficando em 69% deles. Deste grupo de adimplentes que emprestam o nome, 30% busca alguma contrapartida (ou garantia), como firmar contrato entre as partes (15%), reter um cheque pré-datado (7%), ficar com o documento do ‘tomador do nome’ (5%) ou emitir nota promissória (3%). Segundo o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges, grande parte dos empréstimos de nome é entre pessoas muito próximas, seja um familiar ou amigo, e esta proximidade acaba sendo um fator de constrangimento para o consumidor, deixando certo constrangimento em recusar a fazê-lo. Segundo a associação, 45% dos entrevistados não se sentiriam à vontade em cobrar a dívida atrasada de algum parente.

“O consumidor que acaba cedendo aos pedidos, precisa ter em mente que geralmente a pessoa que pede esse tipo de favor já tem o próprio nome com restrição, ou seja, ele já demonstra de antemão que tem dificuldade em pagar suas contas”, alerta Borges. Segundo a pesquisa, mesmo com a expansão do crédito observada no país e com a entrada de mais brasileiros no mercado de consumo, calcados no aumento da renda e emprego, o hábito de emprestar nomes a terceiros, para empréstimos, está mais comum.
Em 2012, apenas 5% dos consumidores com as contas em dia, admitiam o costume de emprestar o próprio nome para que outros fizessem compras, enquanto que na pesquisa de 2013 esse percentual saltou para 9%. A pesquisa do SPC Brasil foi realizada para traçar o perfil e os hábitos de consumidores adimplentes e inadimplentes no Brasil, ouvindo, para isso, 1.238 pessoas em todas as 27 capitais brasileiras.

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