Se o pagamento é obrigatório, melhor entender a taxa condominial

Por admin • set 27th, 2013 • Categoria: Condomínio

Os moradores pagam mensalmente e a administração deve calcular, recolher, gerenciar e prestar conta.

A taxa de condomínio é despesa fixa e ninguém pode discutir a sua validade. Mas saber que é pagamento a ser efetuado não tira a responsabilidade do consumidor em entender o que é e como é calculada. É com esses pagamentos que a administração vai realizar a manter o todo em funcionamento.

A cota de condomínio é o rateio mensal, entre os moradores, das despesas gerais e a administração deverá calcular, recolher e gerir esses recursos. A conta para se chegar ao valor devido por unidade é a soma das diversas despesas dividindo o valor total apurado pelo número de unidades no condomínio.

Mesmo sendo conta simples, nem sempre os condôminos ficam satisfeitos e podem apresentar discordância. Neste caso, o síndico tem por tarefa juntar os moradores e chegar a uma nova solução, definindo cortes ou mesmo ajuste em qualquer área do condomínio.
Já que o cálculo da taxa individual é fruto da soma e divisão pelo número de participantes no rateio, o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara, tem uma sugestão: primeiro é preciso contabilizar todas as despesas ordinárias do condomínio, ou seja, aquelas que precisam ser pagas para que tudo funcione normalmente. Não se pode, por exemplo, deixar de pagar empregados, nem optar por não recolher os encargos sociais. Essas despesas, juntas, representam de 40% a 50% das consideradas ordinárias, em média.

Além dessas, é preciso levar em consideração, e também são consideradas despesas ordinárias, os gastos com água (se não existirem hidrômetros individuais), energia gasta com iluminação nas áreas comuns e elevadores, e o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano).
Os valores devem ser somados para um período de 12 meses, isto é, para fazer o cálculo de quanto se gastará por um ano e não apenas por um mês. A projeção do valor deve ser ajustada por algum índice inflacionário. Depois disso o valor total deve ser dividido pelo número total de apartamentos ou casos ou pela fração ideal de cada moradia. O valor individual vai, depois disso, ser aprovado em assembleia, no primeiro semestre de cada ano.

Um lembrete importante: no mês de outubro a categoria dos empregados de condomínios têm dissídio, portanto os salários serão reajustados. Outro lembrete fornecido por Gebara: funcionários têm férias, 13º salário, além do dissídio de outubro, portanto é preciso contabilizar dois salários (um de janeiro a setembro e, depois, um corrigido pela inflação, a partir de outubro).

TAXA MENSAL
O QUE FAZER QUANDO O VALOR É MUITO ALTO

Nem todos os moradores aprovam o valor pago pela taxa de condomínio e, quando isso acontece, só existe um caminho: reduzir o orçamento. O que se pode fazer, neste caso, é montar um grupo e estudar onde existe gordura no orçamento e propor a redução daquele gasto específico.
Os condôminos podem se reunir e começar pelo quadro de funcionários, analisando se o número atende a situação de forma justa ou se ali existe pessoal demais. Neste caso, é bom analisar se, ao enxugar pessoal, se a segurança ou a limpeza não ficam desatendidos. A segurança, aliás, é um ponto muito importante, já que trocar funcionários simplesmente, para diminuir salários, às vezes significam um custo alto em ocorrências.
Às vezes, a manutenção de um quadro específico, mesmo que signifique um custo maior, pode ajudar no quesito segurança. Lembre-se que fidelizar um funcionário ao condomínio é uma garantia maior de ocorrências fora de seus portões.

SERVIÇO
O PASSO-A-PASSO PARA DEFINIR A MELHOR TAXA MENSAL

1. Some as despesas ordinárias do condomínio para um total de 12 meses, lembrando que o cálculo de um mês não alcança todo o período

2. Atualize o valor por um índice de inflação, pois os custos aumentarão no decorrer do período de validade daquela taxa

3. Divida o valor final pelo número de habitações ou fração ideal

4. Despesas extras, tais como fundo de reserva e dinheiro para obras, poderão ou não ser acrescidas no valor obtido

5. Se os moradores considerarem o valor da taxa muito alto, o ideal é que se reúnam, formem uma comissão e revejam o orçamento, para conseguir, por fim, cortar gastos.

Fonte: iCondominial

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