Análise do balanço é fundamental no momento de escolher ações

Por admin • set 10th, 2013 • Categoria: Investimentos

A temporada trimestral de balanços já se foi; entenda o balanço, e tenha elementos que o ajudem a escolher o melhor investimento.

O balanço financeiro de uma empresa oferece um leque muito grande de informações. Isso pode causar desânimo ao investidor em potencial, mas a observação de alguns itens poderá dar elementos para um primeiro contato com a empresa, com algumas dicas de Ailton C. Leite, sócio-diretor da ACL Consultoria Financeira e vice-presidente de Finanças da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Já que o balanço é o retrato do passado, o mais importante é ter certeza de que é auditado e, estar na Bolsa, já é uma garantia. Com este dado em mãos, resta saber se quer empresa que faz distribuição de dividendos ou não. Se sim, o ideal, segundo Leite, “é que se faça uma lista de empresas com este perfil”. Com o valor da ação, “daí sim vale a pena olhar o balanço”, diz ele. O primeiro passo é procurar auxílio no próprio balanço para traduzir o que este valor diz. Compare o valor patrimonial da ação com o valor que está pagando. “Quando está valorizado você vai bancar o ágio, ou seja, vai pagar mais por influência do mercado”, explica Leite. O consultor aponta que, quando se compra acima do valor patrimonial é risco, “quanto mais próximo, melhor”. Por outro lado, se o valor da ação está muito baixo, “é bom pesquisar o que está acontecendo e analisar”, alerta ele, “pois quando o valor da ação está muito próximo do patrimonial, é preciso ver se a empresa está gerando caixa”, aponta. No quesito “Lucros e Perdas”, Leite aponta para o fato de que os índices podem estar ótimos, mas é preciso se fixar na geração de caixa, o que é muito importante em qualquer tipo de análise. Pelo EBITDA (sigla em inglês para Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization,ou Lajida em português, Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) pode-se avaliar melhor a empresa, “se ela pagou despesas e está distribuindo dividendos, ótimo; se der fluxo de caixa projetado, melhor ainda”, pontua Ailton. Por fim, é preciso observar a TMA ou Taxa Mínima de Atratividade, que é a sua relação, quando já tem dinheiro aplicado, com o mercado que quer atraí-lo. “Se você tem um investimento e está aplicado sem risco, só deve sair de sua segurança se for oferecido bem mais do que está ganhando”, aconselha Ailton.

CALCULANDO O P/L
PREÇO/LUCRO É UM BOM INDICATIVO DE ATUAÇÃO

Um indicador muito usado para analisar uma ação é o P/L, ou Preço/Lucro, pois nos dá a informação se o valor da ação está alto ou não. O entendimento deste item serve como um ótimo critério de comparação entre ações de duas empresas de um mesmo setor. Entretanto, mesmo sendo simples, não deve ser a única análise efetuada, mas sim um critério extra para a tomada de decisão, pois o indicador, sozinho, não dá dimensão exata em várias situações. Outro ponto a ser observado é a análise em cima de empresas de setores diferentes, tendo por base somente o P/L. Além disso, eventos atípicos para determinado setor podem interferir neste indicador, o que te deixaria fora de boas aquisições ou dentro de uma possibilidade de perda. E, por fim, é bom lembrar que o indicador usado como mais um elemento em uma análise de perspectivas da empresa, pode ser de grande ajuda na compra de ações. Para calcular o P/L uma fórmula simples: Índice P/L é igual ao Preço por Ação dividido pelo Lucro por Ação. Preço por Ação é aquele valor que pode ser acompanhado em sites ou pelo jornal, e o Lucro por Ação é o lucro da empresa dividido pelo número de ações disponíveis no mercado. Com este índice pode avaliar se as ações de uma companhia com base na riqueza que ela realmente está criando.

SERVIÇO
DICAS PARA BEM INVESTIR

1. CONHEÇA O MERCADO
Antes de se aventurar conheça. Você pode fazer isso através de cursos (inclusive online) oferecidos por corretoras e instituições. Leia sobre o tema, converse com o gerente do banco onde tenha conta, procure uma corretora de confiança. Enfim, não entre sem saber.
2. CONSELHO
O melhor conselho neste tipo de investimento é “não aceite palpites de amigos” pois eles não são referências em mercado volátil e que pede algum tipo de consultoria especializada. Busque alternativas confiáveis para que a chance de prejuízos seja menor.
3. PESQUISE
Pesquisa nunca é demais, então faça isso e procure as melhores taxas de corretagem. Na pesquisa, avalie a reputação do banco, clube de investimento ou corretora.
4. PRAZO
Investimento em Bolsa pressupõe um prazo maior para obter retorno. Se você quer retorno rápido, consulte outras opções de investimento. Se não tem pressa e quer ingressar neste mundo, entenda que o tempo para que ele compense é mais longo.
5. DISPONIBILIDADE
Tenha certeza de que poderá dispor daqueles valores por algum tempo. Quem precisa do dinheiro de volta em sua conta bancária em poucos meses não deve se aventurar. Se o que vai aplicar é um capital que não tem pressa de retorno, melhor ainda.
6. ESPECULAÇÃO
Se você está aplicando em Bolsa visando o longo prazo e o sossego na aposentadoria, evite especulações. Esse é um jogo para quem conhece e um investidor iniciante não deve se arriscar desta forma, pois as chances de perda são muito altas.
7. DESCONFIE DA SORTE
Sorte não existe neste mercado. Confiar na sorte e arriscar todo o seu capital não é solução, é risco muito alto. Confie no passo a passo para entender o investimento, é mais seguro. É sempre bom desconfiar de ofertas de retorno alto e rápido, pois não entrar em “roubadas” é um dos mandamentos de um bom investidor.

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