Certificação Digital: serviço por trás das operações via internet garante a segurança do usuário e do empresário
Por admin • jul 2nd, 2012 • Categoria: Tecnologia, Últimas NotíciasEm tempos digitais, a certeza de que sua transação é segura já significa metade do caminho da satisfação, a outra parte é saber quando poderá se valer disso
Nesses novos tempos de entrada dos meios eletrônicos de pagamento na vida de todo e qualquer cidadão, existe uma preocupação válida quanto à segurança das transações efetuadas. De acordo com pesquisa Ciab Febraban, no ano passado houve um crescimento de 20% na utilização de internet banking, ou seja, mais e mais correntistas deixam de ir às agências e se utilizam dos computadores para as transações bancárias. Aparelhos celulares, por seu turno, estão tomando forma neste universo, apresentando crescimento de 49% na comparação entre 2010 e 2011.
São novos tempos, explica Julio Cosentino, vice-presidente da Certisign, empresa que atua com certificação digital. Este tipo de serviço atende justamente este segmento ligando os bancos credenciados ao Banco Central e autenticando e verificando a identidade dos responsáveis pela transação bancária efetuada, seja pagamento, emissão de cheques, TEDs ou DOCs. Mas nem só de bancos vive a certificação digital.
O Brasil segue as normas internacionais para validação de documentos eletrônicos. O SPB – Sistema de Pagamento Brasileiro, já completou 10 anos e o Brasil é o pioneiro no desenvolvimento deste modelo de operação. Segundo explicações de Cosentino, a Certificação Digital tem três princípios básicos: autenticar, tornar inviolável e prático. Isso vai validar documentos eletrônicos em geral, desde o lado Fiscal (como a explicação anual ao Imposto de Renda) até a área jurídica, com advogados se valendo de uma assinatura eletrônica para envio de seus processos. Mas não irá parar por aí. Os condomínios, por exemplo, assim como empresas de qualquer porte, precisam de Certificado Digital para pagamentos de tributos e obrigações.
Por que é seguro? No certificado digital você tem uma senha assimétrica, isto é, uma parte dela é privada – e pertence ao titular do certificado digital -, e a outra é pública. Assim, você abre serviço com sua senha, uma espécie de chave privativa, o que vai dar autenticidade à transação, já que ela só identifica uma pessoa, é comum somente à uma pessoa. A clonagem, nesse caso, é um ato inglório, já que a chave é destruída ao se perceber qualquer tentativa no gênero.
Segundo Cosentino, o Certificado Digital vai se tornar, mais e mais, obrigatório para transações de qualquer espécie. “Este é o caminho natural”, alerta. O importante, nesse caso, é que a certificação é uma espécie de seguro contra fraudes, já que inibe o ato em várias frentes antes descobertas.
Cosentino explica que condomínios, PMEs (Pequenas e Médias Empresas), EIs (Empreendedores Individuais) já estão se beneficiando deste artifício, em seus relacionamentos tanto comercial quanto legal.
O próximo passo, segundo o empresário, é a ação junto à Associação Paulista de Medicina (APM) que pretende implementar o Atestado Médico Digital. Esta medida, segundo ele, vem quebrar o alto custo social da fraude, onde se vende atestado em qualquer lugar, dando autenticidade ao documento comprovada via assinatura digital. Muito se tem para caminhar nesta modalidade, e as promessas de segurança e preservação de recursos são interessantes.
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