Planos coletivos: entendendo a modalidade mais utilizada no país

Por admin • jul 2nd, 2012 • Categoria: Planos de Saúde, Últimas Notícias

Os planos ligados às empresas, sindicatos ou associações carregam regras diferentes dos planos individuais, conheça a modalidade

Os planos coletivos surgiram na década de 1950, atrelados à industrialização do país, quando empresas passaram a oferecer cobertura assistencial aos seus funcionários por intermédio das santas casas de misericórdia. Com o tempo foram criados planos coletivos, que oferecem assistência à saúde do trabalhador e hoje representam 75% do total dos planos no país. Assim, plano coletivo é aquele contratado por uma empresa, conselho, sindicato ou associação junto à operadora de plano de saúde para oferecer assistência médica (e em alguns casos, odontológica) às pessoas ali vinculadas.
Existem dois tipos de planos coletivos. Um deles é o empresarial, oferecido por empresa a seus funcionários com vínculo empregatício ou estatutário; o outro é o coletivo por adesão, que são contratados por pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, como conselhos, sindicatos e associações profissionais.
Nos planos coletivos por adesão tem-se a figura da administradora de benefícios e também da operadora do plano de saúde. A primeira tem a função de assumir o papel administrativo propriamente dito, emitindo boletos, representando os beneficiários na negociação de aumentos e, dependendo do caso, absorver o risco quanto à atraso ou não-pagamento de mensalidades, para evitar que os outros sejam prejudicados. Na outra ponta da equação entra a operadora do plano de saúde que é a responsável pelos serviços de assistência médica, incluindo a garantia de recursos e a rede de serviços de saúde para atendimento do beneficiário. Tanto uma quanto a outra devem ter o devido registro na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que autoriza, regula e acompanha seu funcionamento.
Um ponto delicado e que deve ser entendido é que, ao aderir a um plano de saúde coletivo, o beneficiário está aceitando todas as condições negociadas entre a administradora e a operadora de plano de saúde. Ler o contrato é o melhor caminho para evitar surpresas.

ANS
A agência e os pequenos planos

Planos com poucos participantes, ou beneficiários, tem tido um aumento considerável nos últimos anos, segundo informa a ANS. Esse aumento tem respaldo no grande número de famílias que buscam uma alternativa que propicie maior flexibilidade para aumentos de preços, fugindo do caráter empresarial. Esta informação levou a ANS a desenvolver estudos para estabelecer regras mais claras para o reajuste de agrupamento desses planos, levando em consideração a necessidade de uma regra para regular os aumentos de planos com menos de 30 participantes. Com esta medida a ANS acredita que poderá frear eventuais reajustes abusivos.

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