Financiamento nos bancos sai mais em conta

Por admin • abr 12th, 2010 • Categoria: Automóveis

Levantamento realizado por entidade de defesa do consumidor conclui que é mais vantajoso fechar o negócio por CDC do que pelo leasing; veja condições

A estabilidade da economia brasileira facilitou a compra do automóvel, seja ele novo ou usado. A Ford e o Bradesco já parcelam o sonho do carro próprio em até 80 meses, ou seja, seis anos e seis meses. Também já é possível levar um carro novo para casa sem precisar dar nada de entrada. Isso porque Ford, Fiat, Itaú, Unibanco, Santander, Banco Real e Banrisul financiam até 100% do valor do carro. Porém, qual seria a forma de financiamento mais vantajosa ao consumidor? Segundo especialistas, as despesas com taxas e juros saem mais em conta quando o contrato é firmado nos bancos,  na comparação com as concessionárias.

Foi o que concluiu a ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), ao consultar as condições do mercado. “Os vendedores percebem quando o consumidor está comprando o carro por impulso, sem pesquisar, e acabam se beneficiando dessa situação”, afirma a entidade, em comunicado.

Para não desembolsar mais do que deveria, a dica dos especialistas é comparar o CET (Custo Efetivo Total – que inclui todos os custos do financiamento) em diferentes estabelecimentos. “Se for preciso, espere alguns dias por um carro que virá da fábrica como você deseja, em vez de levar um de uma cor de que você não gosta e ainda custa mais. O mesmo vale para os outros acessórios”, sugere.

As conclusões do levantamento são baseadas no financiamento de um carro zero, que custa entre R$ 24mil e R$ 27 mil, a ser pago: (1) com 0% de entrada, em 24 ou 48 meses; e (2) com 40% de entrada, em 24 ou 48 meses. Para apurar as condições, os técnicos enviaram questionários para as concessionárias, além de visitar as lojas da Chevrolet, Fiat, Ford e Volkswagen.

A pesquisa não identificou diferenças significativas entre os CETs para carros financiados via leasing ou via CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Porém, as duas modalidades de financiamento são bastante diferentes (veja tabela). Os técnicos constataram que há vendedores que impõem financiamento via leasing sem perguntar ao consumidor qual o tipo que ele prefere ou sem explicar as opções que ele teria.

Todos os bancos e montadoras analisadas oferecem financiamento via leasing e CDC. As únicas exceções são o HSBC e a Caixa Econômica, que só trabalham com CDC. Em relação ao prazo, não esqueça: quanto maior o prazo do financiamento, maior o valor pago com juros. Por isso, pela possibilidade de quitação antecipada da dívida a qualquer momento, o CDC é a melhor opção para o consumidor se não houver diferença de CET entre as duas modalidades ou quando esta for pequena.

Mais baratos

Ao comprar um carro a prazo, o consumidor não precisa ficar restrito às opções de financiamento oferecidas pela concessionária. Simule o financiamento nos bancos (e não apenas no qual você é correntista – quanto mais opções você tiver, maior será o seu poder de barganha). Quando você tiver o menor CET, poderá até voltar à concessionária ou ao seu banco e negociar melhores condições se for mais cômodo para você. O CET para o financiamento via CDC de um carro de R$ 25 mil a ser pago em 24 vezes, dando 40% de entrada, variou entre 23 e 42% nas concessionárias. Já nos bancos, o CET para CDC de um carro de R$ 27 mil a ser pago nas mesmas condições variou entre 19% e 39% (veja as tabelas ao lado).

Consórcio

Nas parcelas de um consórcio, embora não exista a cobrança de juros, são embutidos outros custos – como a contribuição para o fundo de reserva (que garante que uma pessoa será sorteada por mês), a taxa de administração e o seguro. Com isso, a parcela que o consumidor paga mensalmente ao entrar em um consórcio não representa apenas o parcelamento da dívida com a compra de um carro.

De acordo com a Proteste, o consórcio só vale a pena quando o participante for contemplado no início. Para comprar um carro de R$ 30 mil, só valeria entrar em um consórcio se o participante fosse sorteado até o 44o mês.
Depois disso, mais valeria depositar o valor da parcela em uma poupança ou em um fundo de renda fixa. “Como não dá para saber quando será sorteado, é mais garantido fazer uma reserva de dinheiro por conta própria para comprar seu carro sem pagar juros, em vez de entrar em um consórcio”, orienta.

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