Conheça as condições de linhas de crédito para empresários

Por admin • dez 7th, 2009 • Categoria: Destaques

Otimismo com volta do crescimento da economia deve impulsionar demanda do financiamento produtivo

Com o otimismo existente em torno da economia brasileira, os empresários começam a reavaliar investimentos e a procurar o mercado para obter crédito, de forma a estruturar estratégias para aproveitar o período favorável em torno do Brasil. “Após o período negro da crise de setembro, onde empresas de todos os tamanhos sentiram dificuldade para captação, já se percebe um aumento dos empréstimos, com queda dos prazos e volume em avanço”, comenta Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças). “As condições para as empresas avançaram muito após setembro”.

De fato: dados do Banco Central apontam que o volume de crédito na economia brasileira em setembro chegou ao nível recorde de R$ 1,347 trilhão, um acréscimo de 1,5% na comparação com o mês anterior, chegando a sete meses consecutivos de crescimento. Com isso, o volume de crédito avançou 9,8% ao longo deste ano, e 16,9% desde setembro de 2008. “As condições de março para cá melhoraram, mas os bancos estão emprestando com mais critério”, pontua Oliveira.

Diante de tal avanço, o empresário deve ter critério e obter uma linha de acordo com suas necessidades. Por exemplo: para capital de giro e investimento, existem opções específicas junto aos bancos privados. O BNDES também possui um fundo garantidor que está disponível apenas entre os bancos estatais. “Para quem pretende obter capital para investimento, o mais adequado é procurar o BNDES. No caso do capital de giro, é importante negociar, pois as condições melhoraram, mas não quer dizer que os bancos estão com condições boas”, alerta o VP da Anefac.

Isso se reflete diretamente na taxa de juros: segundo dados da própria Anefac, a taxa de juros média geral para pessoa física subiu 0,02 ponto percentual no mês de outubro(0,37 ponto percentual em doze meses), o equivalente a um acréscimo de 0,51% no mês (0,64% em doze meses), passando de 3,89% ao mês – ou 58,08% ao ano – para 3,91% ao mês (58,45% ao ano), atingindo o maior patamar de juros médios desde agosto.

Para 2010, porém, a tendência é de melhora. “A Selic baixa incentiva a tesouraria, mas reduz o volume disponível para financiamentos. De um lado, a tendência é que os financiamentos avancem, e a bolsa se abra para captações. Recursos não vão faltar e, com a estimativa de crescimento em torno de 6% para o ano que vem, é o melhor dos mundos do ponto de vista empresarial”, diz Miguel de Oliveira, ressaltando que o risco do empresário não investir atualmente é maior do que ter uma crise, sob o risco do concorrente ganhar seu mercado.

Veja algumas linhas disponíveis no mercado

Os bancos começam a se preparar para atender a um possível aumento de demanda por parte dos empresários, diante da proximidade das festas de fim de ano e impulsionados pelo otimismo em torno do mercado brasileiro.

Os bancos Real e Santander, por exemplo, oferecem linhas para capital de giro – com prazo único de 18 meses e valor mínimo de R$ 10 mil para o Giro Premium e Giro Premium Plus – , conta garantida (com valor mínimo de R$ 20 mil para juros prefixados e taxas de juros que oscilam conforme o perfil do cliente e a estrutura da operação), cheque empresa e linhas de desconto de recebíveis, além do trabalho com linhas de repasse do BNDES (BNDES Automático, Finame e CDC), Leasing – Arrendamento Mercantil e CDC.

Contudo, antes de fechar negociação, é importante negociar as taxas e condições oferecidas, principalmente após o aumento apurado no mês de outubro. Segundo Miguel de Oliveira, da Anefac, tais elevações podem ser atribuídas ao aumento de custo de captação dos bancos com o aumento da taxa básica de juros, a partir das expectativas de que o Banco Central possa ajustar a taxa Selic ao longo do próximo ano.

Apesar de tal avanço, o processo de ajustes levou a uma taxa básica 5 pontos menor, o que afetou a média cobrada nos financiamentos: para pessoa jurídica, a queda chegou a 8,24 pontos percentuais, de 66,69% a.a em dezembro para 58,45% a.a em outubro.

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