Análise setorial de telecom foca busca por retorno

Por admin • out 20th, 2009 • Categoria: Investimentos

Segundo índice específico criado pela bolsa, ITEL ajuda a apuração do desempenho de empresas de telefonia fixa e celular

Após o lançamento do Índice de Energia Elétrica a bolsa de valores decidiu estruturar outros indicadores para uma avaliação mais específica sobre determinados setores. O segundo índice desenvolvido com esta finalidade foi o ITEL – Índice Setorial de Telecomunicações. A decisão foi impulsionada pelas sucessivas privatizações ocorridas no setor ao fim dos anos 90, o que viabilizou a análise das companhias.

Com isso, em 30 de dezembro de 1999 – quando as empresas formadas pela cisão da Telebrás estavam em negociação há cerca de um ano – a bolsa fixou a base de 1000 pontos para o ITEL. Os cálculos levam em conta tanto as empresas que oferecem telefonia fixa como as operadoras de telefonia celular.

O cálculo do indicador considera a ponderação por free float (quantidade de ações em circulação). Segundo a bolsa, a ponderação de um indicador pelo valor de mercado dos papéis em circulação faz com que o índice efetivamente represente o comportamento das ações disponíveis em negociação. Isso permite um melhor acompanhamento de seu desempenho, além de facilitar a montagem de carteiras referenciadas no índice.

Além disso, a bolsa estabeleceu um limite de capitalização de 20% para cada companhia que forma a carteira. Este critério em especial foi adotado para evitar que uma empresa com elevado valor de mercado possa ter um papel muito preponderante no desempenho do índice, prejudicando o reflexo do desempenho dos demais papéis.

Para ingressar no ITEL, as empresas deverão apresentar um volume financeiro superior a 0,01% do volume do mercado à vista (o chamado lote-padrão) da bolsa nos últimos 12 meses, além de apresentar uma participação em pregão superior a 80% nos últimos 12 meses. No caso do free float, o valor mínimo de capital é de R$ 20 milhões. A mesma empresa pode ter mais de uma ação no índice, desde que cada papel atenda isoladamente aos critérios de inclusão.

Da mesma forma que ocorre com os outros índices da Bolsa de Valores, uma ação será excluída da carteira, quando durante as reavaliações, se deixar de atender a um dos critérios de inclusão. Se durante a vigência da carteira a companhia mudar sua área de atuação principal (mudando de setor) ou ingressar em regime de recuperação judicial ou falência, as ações de sua emissão serão excluídas do índice. Caso a empresa decida realizar uma oferta de ações que retire uma parte importante dos papéis de circulação, os papéis também serão excluídos. Neste caso, o índice será reajustado de forma que não perca sua representatividade.

Como funciona a ponderação do índice

Por serem poucas empresas do setor de telecomunicações que formam o ITEL, o critério de ponderação do cálculo tende a ser um pouco mais específico. Para o cálculo do valor de mercado de cada papel, serão consideradas apenas as ações disponíveis para negociação (ou seja, os papéis do free float). Ou seja, os papéis do grupo controlador não serão considerados na conta.

A base foi calculada em 1000 para a data de 30 de dezembro de 1999. O valor de mercado foi ajustado por um coeficiente de ajuste que será alterado sempre que necessário, de forma a acomodar inclusões ou exclusões quando de seu rebalanceamento ou no caso de ajustes decorrentes de proventos/eventos distribuídos pelas empresas.

O peso de cada papel pode mudar conforme o comportamento dos preços e da distribuição de proventos, de forma que os ajustes serão efeitos para avaliar sua influência sobre as ações, e não somente as variações das cotações. Assim, o ITEL é considerado um índice que avalia o retorno total dos papéis que formam a carteira.

Na carteira válida de setembro a dezembro de 2009, os papéis com maior participação no ITEL são Vivo PN (VIVO4, com 20%), Telemar PN (TNLP, com 15,736%), GVT Holding ON (12,198%) e Brasil Telecom Participações PN (BRTP4, com 10,215%).

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Um Comentário »

  1. Bom dia!

    Gentileza enviar tabela do índice ITEL (Índice Setorial de Telecomunicações), mês a mês, a partir de março/2007 até a presente data, para fins de cálculos de correção monetária de faturas de serviços em débito ou, se possível, informar local onde encontro tais índices, pois não estou conseguindo encontrar fontes de informações na internet.

    Atte,

    Theodoro

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