Empréstimos ficam mais baratos em agosto
Por admin • ago 24th, 2009 • Categoria: Seu BolsoLevantamento realizado junto a dez bancos mostra que os juros das modalidades de crédito mais utilizadas voltaram a cair entre julho e agosto
Os juros cobrados nas operações de crédito ao consumidor voltaram a desacelerar na passagem de julho para agosto, de acordo com levantamento da Fundação Procon de São Paulo, que comparou as taxas das dez principais instituições financeiras no país. Embora os juros básicos estejam em queda, os cortes são tímidos e não devem ser considerados como incentivo para a tomada de empréstimos.
O Cash já mostrou que as sucessivas reduções da Selic – a taxa básica de juros, atualmente em 8,75% ao ano – representa uma economia de centavos na prestação de empréstimo pessoal tanto em bancos quanto em financeiras, no financiamento do carro e até mesmo no crediário de lojas.
Segundo comunicado do Procon, os juros médios do empréstimo pessoal caíram de 5,30% para 5,27% ao mês entre julho e agosto. No cheque especial, o comportamento não foi diferente: a taxa média dos bancos pesquisados passou de 8,79% em julho para 8,83% ao mês em agosto, marcando sua oitava queda consecutiva.
Vale ressaltar, no entanto, que os valores cobrados variam bastante de banco para banco, fazendo com que as despesas com juros sejam muito diferentes. O bom relacionamento do cliente com o banco também é levado em conta para definir as taxas.
Comportamento por banco
Para apurar o corte dos juros, o Procon analisou as taxas praticadas pelo Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco. Entre todas essas instituições, sete reduziram suas taxas no empréstimo pessoal e oito cortaram os juros no cheque especial.
Em agosto, o empréstimo pessoal ficou levemente mais barato para os correntistas do Banco Safra: as taxas passaram de 5,5% para 5,4% ao mês. No Bradesco, os juros passaram de 5,68% para 5,64% ao mês no mesmo período. Já no Itaú, a taxa passou de 5,9 % para 5,86% ao mês, seguido pelo Unibanco, que alterou os juros para a modalidade de 5,9% para 5,86% mensais.
No Banco do Brasil, o ajuste também foi tímido: de 4,5% para 4,48% ao mês, enquanto a taxa praticada no Banco Real ficou em 5,98% em agosto, o que significa um decréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,33% em relação à taxa vigente em julho.
Mesmo com a redução verificada no cheque especial, o Procon mantém a orientação ao consumidor de não considerar o limite de crédito como parte do orçamento mensal. Entre julho e agosto, os bancos que reduziram as taxas verificadas nesta modalidade foram Unibanco (de 8,71% para 8,59% ao mês), Nossa Caixa (de 7,75% para 7,65%), Caixa Econômica Federal (de 6,79% para 6,75%), Banco do Brasil (de 7,69% para 7,65%), Bradesco (de 8,28% para 8,24%), Itaú (de 8,63% para 8,59%), Real (de 9,42% para 9,38%) e Santander (de 9,42% para 9,38%). As demais instituições da amostra mantiveram sua taxa de cheque especial.
O Procon explica que, “considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo”. Além disso, os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
No quadro abaixo, acompanhe simulações preparadas pela Agência Dinheiro Vivo para o uso do cheque especial e empréstimo pessoal por instituição financeira.

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